“Todo conhecimento começa num sonho.O conhecimento nada mais é quea aventura pelo mar desconhecido, em busca da terra sonhada.Mas sonhar é coisa que não ensina.Brota das profundezas da terra.Como mestre só posso então lhe dizer uma coisa:Conte-me seus sonhos para que sonhemos juntos”.
(Rubem Alves)

28.8.16

Laboratorio Nacional de Astrofísica - LNA

Cheguei ao topo, literalmente!! A 1.864m de altitude estive no maior e mais moderno Obervatório Astronômico do Brasil: o LNA - Laboratório Nacional de Astrofísica, desenvolvendo um trabalho com o professor Marcelo Emílio e seus alunos da UEPG sobre espectrograma. Aprendi, me diverti e com certeza me emocionei quando vi no manto negro milhares e milhares de estrelas impossíveis de serem vistas da cidade. Sim, estive pertinho do céu e Deus me presenteou com um jardim de estrelas cintilantes, planetas errantes e Lua exuberante além amigos que guardei dentro do meu coração. 
Além, minha maior gratidão vai para duas pessoas muito especiais que sempre estão na retaguarda do meu sucesso - a minha queridaMarli Billato de Oliveira, uma lider sem igual que deu total apoio, acreditou e sempre acredita no potencial do meu trabalho. Tenho muito orgulho e prazer em fazer parte da equipe do Portinari Grupo Educacional. E ao meu eterno professor e mestre Paulo Bretones, que me ilumina como o Sol faz com o Cometa. Rocha sem graça, vinda dos confins da negridão chegando perto do sol, torna-se iluminada, volumosa e ganha beleza sem igual, desprendendo de si tudo que adquiriu pelo caminho...
A única coisa que tenho a pedir é que Deus continue abençoando todos os anjos que me cercam. Muita emoção envolvida nesta missão. Valeu!!






















23.5.15

Tudo sobre a MIssão Marte 2018

Ha, muito legal essa animação da SuperInteressante. Dá uma emoção...
Espero que dê tudo certo nesta missão!

17.5.15

NASA define seu roteiro tecnológico para os próximos 20 anos



NASA - quem te viu e quem te vê!



A NASA identificou 15 áreas de novas tecnologias que devem ajudar, nos próximos 20 anos, a cumprir suas missões científicas e de exploração, incluindo as viagens humanas a Marte. São 15 roteiros específicos “fundamentais para o Plano de Investimento em Tecnologias Estratégicas e que criam as bases de prioridades para os desenvolvimentos tecnológicos essenciais”, informa a agência. São objetivos ambiciosos, mas não podemos esquecer que seus recursos não são tão abundantes como foram no passado: se a NASA contava nos anos sessenta, no auge do programa lunar, com quase 4,5% (em 1966) do orçamento federal norte-americano, em 2015 é de 0,5% (por volta de 16 bilhões de euros [54,7 bilhões de reais]).

Os 15 roteiros específicos unificados em uma única proposta apresentada no começo de maio são: sistemas de propulsão no lançamento; tecnologias de propulsão no espaço; produção e armazenamento espaciais de energia; robótica e sistemas autônomos; sistemas de comunicações e navegação. Assim como de acompanhamento de lixo espacial; saúde e sistemas de suporte à vida humana e habitações no espaço; sistemas de exploração humana nos destinos; instrumentos científicos, observatórios e sensores; sistemas de entrada, descida e aterrissagem; nanotecnologia; tecnologia da informação, modelização, simulação e processamento de dados; materiais, estruturas, sistemas mecânicos e fabricação; sistemas de lançamento e de acompanhamento em Terra, sistemas térmicos e aeronáutica.

Além disso, o novo documento especifica áreas transversais às diferentes tecnologias, como sistemas autônomos e inteligência artificial, eletrônica aplicada à aviação, viagens espaciais, reutilização de recursos in situ e radiação e meteorologia espacial.

Já existem mais de 100 milhões de fragmentos de lixo espacial de tamanho superior a um milímetro

Com o Roteiro 2015, elaborado por 40 peritos com o apoio de especialistas de diferentes áreas, a NASA estende e melhora o panorama tecnológico para o futuro apresentado em 2012. “Para a exploração espacial, os seguintes são alguns dos formidáveis obstáculos tecnológicos que deveremos conquistar antes de deixar a primeira pegada de uma bota no solo de Marte: criar um ambiente para que os humanos vivam e trabalhem no espaço; navegar e viajar a lugares longínquos; fabricar produtos no espaço; aterrissar em superfícies planetárias e sair delas, assim como possuir comunicação rápida entre a Terra e os sistemas espaciais”, resume o documento apresentado. O Roteiro está aberto para comentários públicos (até 10 de junho) com o objetivo de “melhorar a conscientização social, gerar soluções inovadoras para a exploração espacial e o descobrimento científico e inspirar o envolvimento público no programa espacial americano”, convida a NASA.


A exploração espacial com robôs continuará monopolizando grande parte do esforço norte-americano. Mas as futuras missões automáticas serão muito mais complexas e exigirão boa dose de autonomia das máquinas, dizem os especialistas que confeccionaram os roteiros. As missões distantes dedicadas a objetivos mutáveis, dinâmicos, precisarão de robôs que adaptem suas configurações e comportamento às circunstâncias e deverão lidar com a incerteza. Por exemplo a exploração de asteroides próximos à Terra requererá equipamentos automáticos capazes de tomar decisões e realizar processos autonomamente, funções que hoje são controladas da Terra.

Sobre os astronautas, os especialistas lembram que precisam de trajes espaciais tanto para determinadas fases da viagem como para realizar operações fora dos veículos, por exemplo reparos ou atividades de pesquisa. E os trajes “são naves espaciais em miniatura ajustadas ao corpo humano que têm muitos dos sistemas das naves propriamente ditas, como sistemas vitais, controle térmico, eletrônica aplicada à aviação, distribuição e armazenamento de energia, proteção contra impactos, propulsão e comunicação”, dizem os especialistas. Atualmente estão sendo desenvolvidos novas interfaces físicas e mecânicas para os trajes espaciais ou soluções de recarga de sistemas vitais e regeneração. E é preciso levar em conta as futuras necessidades da exploração planetária como sistemas de coleta de amostras em outros lugares.

Qualquer programa de extensão da presença humana e operações em corpos extraterrestres exige aprender a reutilizar recursos dos lugares de destino, tanto naturais como levados pela própria atividade de exploração. Isso inclui água/gelo, elementos como hidrogênio, hélio, carbono ou nitrogênio, metais e minerais, elementos atmosféricos, energia solar, resíduos das tripulações e artefatos descartados por um uso anterior. “Os produtos obtidos a partir desses recursos podem ser utilizados para reduzir o tamanho e o custo da exploração tanto humana como robótica, reduzem os riscos ao permitir a autossuficiência e melhoram as capacidades ou permitem novos conceitos de missão em comparação com o trabalho de levar tudo da Terra”, diz o roteiro da NASA. Além disso, com a reutilização é possível reduzir o custo das missões.

Os trajes espaciais são naves em miniaturas ajustados ao corpo humano
Em 2015, a massa total de lixo espacial em órbita supera as 6.000 toneladas; a rede norte-americana de vigilância de lixo espacial acompanha atualmente mais de 22.000 objetos de tamanho maior a 10 centímetros; os dados indicam que existem por volta de 500.000 pedaços de lixo maiores do que um centímetro e mais de 100 milhões de tamanho superior a um milímetro, lembra o relatório da NASA. E os fragmentos de lixo espacial de tamanho tão reduzido como 0,2 milímetros implicam um risco real tanto para os astronautas como para os aparelhos espaciais automáticos na órbita terrestre. As medidas adotadas até agora são insuficientes para evitar o aumento do lixo espacial no futuro. O roteiro da NASA identifica tecnologias que serão necessárias para enfrentar esse desafio, dizendo que as observações ópticas e com radar são essenciais, assim como medições diretas para caracterizar melhor a quantidade de lixo espacial desde órbitas baixas até órbitas geoestacionárias (a aproximadamente 36.000 quilômetros de altura), onde funcionam muitos satélites de comunicação. Também é preciso avançar na modelização do local do lixo espacial tanto atual como futuro, assim como dos processos de fragmentação de satélites e as situações de reentrada de destroços na atmosfera terrestre.
É essencial, dizem os especialistas da agência, conhecer a meteorologia espacial nas missões distantes ou prolongadas nas quais os astronautas, as naves e sondas espaciais não contam com a proteção dos campos magnéticos terrestres. A radiação é um problema tanto para os exploradores humanos como para os equipamentos eletrônicos que levam. Portanto, devem melhorar os conhecimentos que permitam fazer uma previsão melhor das erupções solares. Mas isso não será suficiente, o que torna necessário desenvolver tecnologias de mitigação e proteção.

Animações muito legais para brincar com Astronomia

O Universo é lindo!!

Tudo na Astronomia é muito lindo!!

Paramos para observar o firmamento e constatamos esse fato. Porém, não faz parte do ser humano "apenas observar" pois existe dentro de sua essência uma curiosidade nata, uma avidez em compreender como tudo acontece. 
E, para nossa alegria, existem programinhas e simuladores que nos permitem "viajar" pelo conhecimento. Confira abaixo alguns simuladores interessantes sobre astronomia.

Clique nas imagens abaixo para abrir os simuladores:

SIMULADOR DO ZODÍACO:
TELESCÓPIO REFLETOR E REFRATOR:
TIPOS DE ABSORÇÃO TELESCÓPICA
ÓRBITAS
CRIE SEU E.T.
PARA MUITOS OUTROS SIMULADORES CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO:
 FONTE: Grupo de Astronomia Sputnik

30.12.14

A vida vem em ondas como um... EFEITO DOPPLER!

Como já poetizava nosso querido Lulu Santos: "A vida vem em ondas, com um mar...  como uma onda no mar"  É isso aí! Tudo que existe está mergulhado em ondas eletromagnéticas. Elas nos cercam constantemente através de estações de rádio, TV, sistema de telecomunicações à base de microondas, lâmpadas artificiais, corpos aquecidos, raiios solares e muito mais. Para conhecer mais sobre os efeitos ondulatórios clique AQUI
Elas são muito importantes e vários cientistas já as estudaram. Em 1864, o físico escocês, James Clerk Maxwell provou teoricamente a existência delas e em 1887 Henrich Hertz comprovou através de um experimento científico. Seu trabalho foi homenageado colocando-se o nome "Hertz" para unidade de freqüência.
Observe este quadro de frequência de ondas:
As ondas eletromagnéticas são na verdade, ondas de energia e as únicas que são visíveis para nós seres humanos, possuem uma faixa estreita de freqüências que se estende aproximadamente de 1014Hz (vermelho), a 7,5. 1014Hz (violeta).
Esta faixa possui as sete cores fundamentais que podemos relacioná-las em ordem de freqüência crescentes, como: vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul, anil e violeta. Todas as outras ondas não nos são visíveis a não ser com o auxílio de aparelhos específicos para isso. Um exemplo de onda visível para nós é a Luz.
O matemático austríaco Christian Johann Doppler também curtia muito esse negócio de pegar umas ondas e achou que era uma ótima idéia observar o comprimento das ondas sonoras (sim, o som também é emitido em ondas). Para saber mais sobre as ondas sonoras clique AQUI
Veja o que Doppler constatou sobre as ondas sonoras:

Vamos fazer de conta, que você e seus amigos estão próximos à um carro de bombeiros parado, com as sirenes ligadas. O som emitido vai chegar até vocês  de maneira igual. Ou seja, todos vocês irão ouvir o mesmo som vindo da sirene. Olha o pontinho abaixo emitindo as ondas de som:




Mas se o carro de bombeiro sai acelerado do seu ponto de partida ainda com a sirene ligada, o som torna-se mais agudo para quem está adiante do carro e torna-se mais grave quando o carro se afasta. Ou seja: você e seus amigos ouvirão o som de maneira diferente, dependendo de onde estiverem em relação ao carro. O som está mais alto para quem está atrás do carro e mais baixo para quem está à frente.
Veja, as ondas ficam remontadas na frente do carro e espaçadas atrás.



Agora vammos imaginar um avião viajando na velocidade do som, As ondas se concentrarão no nariz da aeronave, em um mesmo ponto, formando uma barreira de pressão que pode inclusive destruir o avião. Aí, um ouvinte na frente não ouve nada e o que está atrás ouvirá um som baixo

Aí esse avião supersônico ultrapassa a barreira do som e as ondas ficam para trás. Ninguém ouve mais nada, a não ser os barulhos produzidos no interior do avião. Mas você, parado perceberá um forte estrondo no exato momento em que o avião ultrapassar essa barreira de pressão, concentrada no nariz da aeronave. O som fica pra trás. Essa manobra é proibida próximo a cidades e edifícios, já que provoca uma forte onda de choque capaz de quebrar vidraças e causar pequenos danos estruturais às construções.
Johann Christian Andreas Doppler era um espertinho admirador de ondas e por isso, esses fenômenos tem esse nome: "O EFEITO DOPPLER"
Agora, o mais interessante de tudo isso, é que graças ao efeito Doppler, os cientistas conseguem detectar exoplanetas: aqueles planetas que estão em outro sistema solar, girando ao redor de um outro sol, em uma outra galáxia, com (quem sabe) outros seres...
Onde mais o efeito Doppler é importante?
- Existem radares meteorológicos que se baseiam no Efeito Doppler para realizar a previsão do tempo através da medição de ondas eletromagnéticas;
- Os astrônomos se baseiam nesse fenômeno para, depois de observar o desvio na frequência da luz, descobrir novos planetas e estrelas binárias, e até medir a velocidade de outros corpos celestes no cosmos;
- Os ecocardiogramas combinam o ultrassom e o Efeito Doppler para permitir que os cardiologistas possam visualizar estruturas do coração.

E pra ficar mais legal esse papo de onda, observe estas ferramentas sobre os efeito Doppler pra você brincar e aprender mais!
Clique na simagens para acessar a ferramenta:
Fonte: Foram muitas fontes!


Agora acesse a animação para ver a representação do Efeito Doppler 

25.12.14

Surpresas e estranhezas estranhas de Marte


O planeta Marte tem aquela insistente mania de nos surpreender (como todo Universo)...


Com sua fina atmosfera dominada por dióxido de carbono é o quarto planeta rochoso a partir do Sol (nosso vizinho, pois somos o terceiro), o segundo menor do Sistema Solar (troféu small para Mercúrio), batizado em homenagem ao deus romano da guerra e apelidado de "Planeta Vermelho" (ele é vermelho mesmo!!) devido ao óxido de ferro predominante em sua superfície.
Sua superfície é composta de crateras de impacto, vulcões, vales, desertos e calotas polares, tem a temperatura média na superfície de -55 ºC que varia de -120 ºC a 25 ºC. Possui 2 luas e tem sua rotação de 24 horas e 37 minutos sendo a translação de 686,98 dia. Por ser tão parecido com a Terra é um iminente candidato à colonização humana.
Marte é o lar do Monte Olimpo, a segunda montanha mais alta conhecida no Sistema Solar (a mais alta em um planeta), 
e do Valles Marineris, um desfiladeiro gigantesco, do tamanho dos Estados Unidos:

ÁGUA EM MARTE

Em Agosto de 2008 foi divulgado através da Agência Espacial Européia, imagens do Echus Chasma, região de Marte que seria uma das maiores fontes d’água do planeta. Ele possui aproximadamente 100 km de comprimento e 10 km de largura trata-se de uma fenda a norte de Valles Marineris. As imagens foram captadas pela câmera de alta resolução da sonda Mars Express.
Créditos e direitos autorais : G. Neukum (FU Berlin) et al., Mars Express, DLR, ESA

A Agencia Espacial Européia divulgou imagens de Echus Chasma, uma depressão no Planeta Vermelho que seria uma das maiores fontes de água do planeta.


ROSQUINHA EM MARTE

E para continuar a odisséia de surpresas Marcianas, a Nasa leva um susto ao constatar essa estarrecedora imagem onde em um curto espaço de tempo entre os registros feitos pelo Opportunity, uma rocha do tamanho de um biscoito aparece na frente de robô em Marte
 
O líder da missão, Steve Squyres, comentou que o achado foi uma "completa surpresa" para toda a equipe. Eles conseguem explicar o surgimente apenas com duas alternativas: detritos de um meteorito que tenha caído nas proximidades do robô naquele intervalo de tempo, ou então que uma das rodas  do Opportunity, que fez algumas manobras no local, tenha atirado a pedra para a área logo à sua frente. 


BOLA DE TÊNIS EM MARTE
A imagem acima retrata uma esfera rochosa em seu canto superior direito. Estima-se que ela tenha cerca de 1cm de raio. Olhando rapidamente, a 'bola' é tão perfeita que até parece uma bolinha de tênis. Cientistas acreditam que se trate simplesmente de uma pedra com um formato inusitado. Mas o que explica o formato da pedra? Um fenômeno chamado "concreção": um acúmulo de material rochoso transportado por líquidos que é considerado responsável pela forma diferente de outras rochas encontradas em Marte. A água arrasta a rocha que vai se desgastando, criando formas de acordo com o fluxo do líquido. Afinal, vale lembrar, há milhões de anos, o planeta era mais úmido - e, quando encontrou a esfera, a Curiosity estava em uma região que, provavelmente, era um antigo lago.

CRUZ EM MARTE

Em uma das fotos transferidas em maio/2014 pelo rover Curiosity, os pesquisadores das civilizações extraterrestres descobriram um objeto parecido com uma cruz de madeira.

LUZ EM MARTE

A luz de Marte é algo diferente, já que não é um produto da imaginação. No entanto, as chances são muito pequenas de que a luz seja um sinal de vida em Marte, dizem os pesquisadores, especialmente porque o flash não é visível em imagens do mesmo local tomadas do lado esquerdo.
Outros cientistas sugeriram que o flash pode ser resultado de um raio cósmico em movimento rápido atingindo a navcam do lado direito. Tudo isso não quer dizer que a vida nunca existiu em Marte, é claro.
Fonte: Correio do Povo, Galileo, UOL, Ciência Online
E pra sonhar um pouco... estamos esperando o grande momento em que o Homem colocará seus pezinhos em Marte

E olha o amigo que nos Mostra Marte: